Biópsia da próstata transperineal

Que procedimento é esse?

A biópsia transperineal com fusão de imagem é o método mais moderno e seguro para investigar a próstata em busca de câncer.

Ela une dois exames: as imagens da ressonância magnética da próstata, que mostram com antecedência as áreas suspeitas, e o ultrassom em tempo real, que guia a coleta exatamente até essas regiões.

Diferente da biópsia transretal tradicional, a agulha é introduzida pela pele do períneo — a área entre o ânus e o escroto — sem
atravessar o reto.

Isso evita o contato com as bactérias do intestino e reduz drasticamente o risco de infecção. Na Clínica Salus, esse procedimento já é realizado pelo Dr. Rudinei Brunetto, com tecnologia de fusão de imagem (sistema Resona i8). Conheça em detalhes a biópsia transperineal com fusão de imagem.

 

Quem pode precisar de uma biópsia transperineal?

Homens com suspeita de câncer de próstata costumam ter indicação para a biópsia. Em geral, em uma destas situações:

 

  • PSA elevado ou em elevação progressiva nos exames.
  • Alteração da próstata no exame de toque retal (nódulo, assimetria ou endurecimento).
  • Área suspeita na ressonância magnética da próstata (escore PI-RADS 3, 4 ou 5).
  • Acompanhamento (vigilância ativa) de um câncer de baixo risco já diagnosticado.

A via transperineal é especialmente indicada quando houve uma biópsia anterior negativa, quando a ressonância sugere que a via
transretal não alcançaria bem a área suspeita, ou quando há maior risco de infecção.

 

O que acontece durante o procedimento?

É um procedimento ambulatorial — você entra e sai no mesmo dia, sem necessidade de internação.

 

  • Você recebe anestesia adequada (local com sedação leve ou raquidiana) para ficar confortável durante todo o exame.
  • O ultrassom transperineal mapeia a próstata em tempo real.
  • As imagens da sua ressonância magnética são sobrepostas ao ultrassom (a fusão de imagem), criando um mapa que mostra exatamente onde estão as áreas suspeitas.
  • A agulha é então direcionada com precisão até essas regiões, pela pele do períneo, sem passar pelo reto. São coletadas amostras das áreas suspeitas e também de diferentes regiões da próstata, para uma avaliação completa.
  • O exame leva, em média, de 30 a 60 minutos.

 

O que devo esperar depois de ir para casa?

Nos primeiros dias, é normal sentir algumas coisas passageiras, como:

  • Leve ardência ao urinar.
  • Vontade de urinar com mais frequência do que o habitual.
  • Um pouco de sangue na urina, no sêmen ou nas fezes (o sangue no sêmen pode durar algumas semanas e é inofensivo).

Em geral, tudo se resolve sozinho em poucos dias, sem necessidade de tratamento. O resultado da análise (histopatológico) costuma ficar pronto em 7 a 14 dias, e o Dr. Rudinei discute o resultado com você em uma consulta de retorno.

 

O que posso fazer para ajudar?

  • Beba bastante água.
  • Tome os medicamentos exatamente como o Dr. Rudinei orientar (analgésicos para o desconforto e, quando prescritos, os antibióticos não interrompa antes do fim).
  • Evite esforço físico intenso nos primeiros dias.
  • Evite a prisão de ventre
  • Se algum sintoma for mais forte do que o esperado ou não melhorar, entre em contato com a clínica.

Há algum possível efeito colateral?

A maioria dos procedimentos tem possíveis efeitos colaterais. Embora os listados abaixo sejam reconhecidos, a maior parte dos pacientes não apresenta nenhum problema. Por não passar pelo reto, a via transperineal tem risco de infecção bem menor do que a biópsia transretal.

 

Relativamente comum:

  • Sangue na urina.
  • Sangue no sêmen por até 6 semanas (inofensivo e sem risco para você ou para o(a) parceiro(a)).
  • Pequenas manchas roxas (hematomas) e desconforto na região do períneo.

Ocasional:

  • Infecção urinária.
  • Necessidade de repetir a biópsia, caso as amostras sejam inconclusivas ou o PSA continue subindo.
  • Dificuldade para urinar (retenção urinária).

Raro:

  • Infecção mais grave, na corrente sanguínea, que necessite de internação (menos de 1%).
  • Sangramento que necessite de internação (menos de 1%).

Saiba mais sobre o procedimento e fale com o Dr. Rudinei Brunetto.